Flávio Bolsonaro contesta reeleição de Lula, mas PL reconhece resultado; veja os próximos passos
Presidente teve a maior votação da história; senador fala em anular o pleito por causa da prorrogação do horário, e TSE nega acusação sobre fiscais.
Três dias depois do segundo turno, o resultado da eleição presidencial segue dividindo o campo derrotado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos, a maior votação já registrada por um candidato à Presidência no país. O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu cerca de 59,8 milhões de votos (48,21%). A diferença ficou em aproximadamente 4,4 milhões de votos.
O recorde anterior também era de Lula: 60.345.999 votos no segundo turno de 2022. Em percentual, a maior vitória continua sendo a de 2002, com 61,27% dos votos válidos. Este será o quarto mandato do petista.
Flávio contesta; PL reconhece
Na noite da eleição, Flávio Bolsonaro disse que não reconhece o resultado e que sua equipe jurídica vai pedir a anulação do pleito. O principal argumento é a prorrogação da votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por causa de problemas no transporte de eleitores na Bahia e em São Paulo. Para o senador, a decisão mudou as regras durante a votação e tratou eleitores de forma desigual. O pedido de prorrogação tinha sido feito pelas duas campanhas, inclusive a dele.
Depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que muitas urnas já tinham sido encerradas, Zanin esclareceu que a prorrogação valia apenas para as seções ainda abertas. Os votos das urnas já fechadas foram contados normalmente.
O próprio partido do senador adotou outro tom. Na segunda-feira (26), o PL afirmou reconhecer o resultado proclamado pelo TSE, mas disse que os questionamentos levantados precisam ser esclarecidos. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, parabenizaram Lula pela reeleição.
TSE nega acusação sobre fiscais
O TSE classificou como falsa a afirmação de Flávio de que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre do tribunal durante a apuração. Em nota, a Justiça Eleitoral disse que a sala-cofre não é aberta à visitação e que dois fiscais do partido acompanharam o Teste de Integridade das urnas e estiveram na Sala de Totalização e na Sala dos Partidos Políticos, com registro de presença e filmagem.
Até esta quarta-feira (28), não havia confirmação de que um pedido formal de anulação tenha sido apresentado.
Próximos passos
- Até 18 de dezembro: prazo para o TSE diplomar o presidente eleito.
- 5 de janeiro de 2027: posse, na nova data definida pela Emenda Constitucional 111/2021.
- Fevereiro de 2027: começa a nova legislatura. O PL terá 121 das 513 cadeiras na Câmara e deve ter a maior bancada do Senado, com 28 das 81 vagas.
Com informações da Agência Brasil e do TSE.
